Nana Moraes

Um bem de família. Acho que posso definir desta forma a fotografia em minha vida. Meu pai, José Antônio, começou. Depois veio meu irmão, Sérgio Moraes.

Um bem de família. Acho que posso definir desta forma a fotografia em minha vida. Meu pai, José Antônio, começou. Depois veio meu irmão, Sérgio Moraes.

Relutei um pouco, fiz faculdade de Jornalismo, pensava em escrever, mas não funcionou, sou fotógrafa.

Comecei de maneira meio torta, de trás para frente, como disse meu pai na época. Estava no quarto ano de faculdade, quase me formando, dois filhos, e apareceu um emprego de secretária na Agência Angular em São Paulo onde meu irmão trabalhava. Foi então que fiz duas descobertas: primeiro, sou péssima secretária, uma lástima; e segundo, acho que dá para imaginar.

João Bittar, hoje editor de fotografia da Folha de S. Paulo, começou a me questionar porque não seguia os passos da família. Tanto insistiu que acabou colocando uma câmera em minhas mãos e propôs que eu saísse com os fotógrafos da agência, sem nenhum compromisso é claro. Para minha surpresa deu certo!!! Sabia por osmose ou sei lá o quê, mas as fotos aconteciam.

Foi então que meu pai disse que não é bem assim, ninguém começa pelo fim, já fotografando. E me chamou para ser sua assistente. Vi que a história era muito mais séria, que tinha muito a aprender.

Mudei a linguagem, mas meus planos nem tanto, escrever, só que sem palavras, com a luz. É apaixonante. Descobrir ângulos, formas de olhar, ver o que poucos percebem é meu trabalho e isso é muito bom.

Hoje, tudo que sei devo a ele, meu grande amigo e mestre José Antonio. Já se passaram doze anos e não imagino outra vida. Tenho um estúdio no Rio de Janeiro, onde presto serviços para revistas, publicidade, sites, capas de CD, etc...

E uma coisa é certa: nunca deixar de aprender!!!!!!

 
            

Nana Moraes
 


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